16.7.07

Orar pela unidade cristã.

Na semana passada publiquei uma carta do presidente da nossa Igreja, pastor doutor Walter Altmann, referindo-se a um documento da Igreja católica romana. Dias depois, veio outra carta, com um pedido de oração e mais esclarecimentos sobre o tema. Leiam com atenção as partes mais importantes da segunda carta do presidente da IECLB: Estimadas irmãs, estimados irmãos: Esta semana a Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano, emitiu um documento com “Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja”. O documento foi ratificado pelo Papa Bento 16. Nele se afirma que “as comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI” “não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas de ‘Igrejas’ em sentido próprio”. A razão, segundo o Vaticano, é que elas não teriam “a sucessão apostólica no sacramento da Ordem”, ou seja, sacerdotes na forma que a Igreja Católica os tem e que “sobretudo” por isso elas “não conservam a genuína e íntegra substância do Ministério eucarístico”, ou seja, da Ceia do Senhor. ... Aqui acrescentamos alguns elementos de nossa compreensão de igreja, segundo nossa confissão luterana. Conforme nossa Constituição, a IECLB é Igreja de Jesus Cristo no país. A Igreja é a comunhão das pessoas que crêem em Jesus Cristo, em que o evangelho é pregado de maneira pura e os sacramentos administrados corretamente. Temos também, legitimamente, o ministério da palavra e dos sacramentos. Entendemos ainda que a igreja “luterana” não surgiu com a Reforma nem é uma “nova igreja”, mas a mesma igreja de Cristo que sempre existiu e sempre existirá até a plenitude dos tempos, porque ela é criatura da própria palavra de Deus, que jamais retorna vazia, mas cria fé entre as pessoas que a ouvem. Nessa fé em Cristo nos sabemos vinculados com as demais igrejas que confessam Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Nossa continuidade como Igreja de Cristo não consiste em projetos ou esforços humanos, mas reside na fidelidade ao evangelho, que pelo poder do Espírito também se renova em todos os tempos. Precisamente isso ocorreu na Reforma de Lutero. No entanto, não podemos esquecer que nosso compromisso ecumênico provém de uma convicção motivada pela Bíblia e pelo próprio Senhor Jesus, não de declarações eclesiásticas de qualquer igreja. Assim, nós estaremos sendo fiéis a nosso Senhor Jesus Cristo se, de nossa parte, perseverarmos no espírito e no caminhar ecumênicos. E deles faz parte essencial também a oração. Por isso, convidamos nossas comunidades a nos cultos das próximas semanas interceder pela causa do ecumenismo, incluindo na oração, que pode ser formulada mais extensamente, a seguinte petição: Que todas as igrejas que confessam Jesus Cristo como Senhor e Salvador possam se reconhecer plenamente umas às outras, no caminho da unidade. São muito sábias e oportunas as palavras no nosso presidente. Cada membro da Paróquia do ABCD deve levá-las em consideração e divulgá-las.

1 comentário:

Anónimo disse...

Caros Pastor Carlos e demais irmãos

Esta declaração reflete, por si só, a fidelidade ao Evangelho. Me lembro, por exemplo, do inesquecível ensinamento de Cristo, quando ele próprio perguntou: quem são minhã mãe? quem são meus irmãos? São os que cumprem a vontade do Pai, escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.
A Igreja Católica Romana não foi fundada por Pedro. Pedro fundou a humilde Casa do Caminho, em Roma,não o Vaticano, fundado, se não me engano, por volta do ano 300.
Eu ousaria repetir com Cristo que, tal como a Igreja Luterana e outras,sucessor de Pedro é todo aquele que escuta a Palavra de Deus e a põe em prática.
Admiro muito os grandes cristãos que pertenceram e pertencem à Igreja Romana, como Francisco de Assis e, mais recentemente, Chiara Lubich. São exemplos a serem seguidos, assim como o do luterano Dietrich Bonhoeffer. Mas, não podemos concordar com aqueles que pretendem ter o monopólio da fé cristã. Cristo é da humanidade inteira, de todos e de cada um que se propor a segui-lo.
Um abraço a todos
Flávio