26.2.07
Culto Infantil
Ao todo, mais de 20 crianças participaram do culto infantil no dia 25 de fevereiro.
As crianças estão muito animadas e dão "muito trabalho" para as professoras. Mas, elas não se assustam. Tem havido reuniões periódicas para troca de idéias e informações teológicas, com a participação da pastora Ruth.
Além das atividades preparatórias para o domingo da Páscoa, as professoras do Culto Infantil estão organizando um CULTO DA FAMÍLIA, a ser realizado no dia 29 de abril.
Vale lembrar que o Culto Infantil é aberto para todas as crianças. É feita uma ficha de inscrição para facilitar o contato com os pais, mas de forma alguma se trata de um grupo fechado. A qualquer momento uma criança pode começar a participar.
Na foto, a professora Marina com as crianças na sala do Culto Infantil.
Culto infantil
Culto dominical
Pátio
O conselheiro Ubiratan Carvalho tem um cuidado todo especial pelo nosso pátio. Na manhã desta segunda-feira, dia 26 de fevereiro, ele cortou alguns galhos do chorão que ofereciam perigo, bem como outros que estavam secos pela ação de uma "erva de passarinho" que também foi removida. No mato a erva de passarinho tem sua utilidade, mas aqui ela estava acabando com nosso chorão.
25.2.07
Prédica de 25 de fevereiro de 07
Prédica:
(Rm 10. 8b-13)
“A graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor que é como de um Pai/de uma mãe, e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos nós. Amém”.
Prezada Comunidade hoje aqui reunida,
Depois de várias semanas refletindo sobre a revelação/epifania de Deus em Jesus Cristo a partir de textos do evangelista Lucas, entramos na Quaresma com um texto de difícil compreensão. O que está por trás das palavras lidas em Romanos 10. 5b-13 é uma pergunta bem complicada: - e os judeus? Vão alcançar a salvação se não se tornarem cristãos? As pessoas que ouviam sua pregação a respeito da justificação por graça e fé em Jesus Cristo. Justificadamente trazem esta pergunta.
Aparentemente a resposta é simples: não! Mas, então vêm as outras perguntas, tais como: o povo de Israel recebeu a promessa de Deus; será que Deus voltou atrás? Deus volta atrás em suas promessas? Então podemos deduzir que Deus mentiu uma vez? Deus não é sempre fiel às suas promessas? Então a promessa de salvação em Jesus Cristo um dia também poderá ser retirada? Deus pode dizer: -mudei de idéia, agora é o pastor Carlos que salva!
Todos estes questionamentos são feitos constantemente ao apóstolo Paulo e ele já indica para estas perguntas no capítulo 3 de sua carta aos romanos (ler de 1 a 4). Para Paulo a resposta é clara e simples: sim, os judeus vão alcançar a salvação, mesmo os que não se tornarem cristãos. Mas, ele não diz isso de forma tão abrupta e usa três capítulos para explicar esta questão: do capítulo 9 ao capítulo 11. Nosso texto de hoje é uma parte do capítulo 10.
Nos capítulos em questão, Paulo defende um posicionamento que tem servido de pedra de tropeço para muitas gerações de cristãos. Paulo responde com uma ousadia fora do comum e com muita clareza: Jesus Cristo é o único senhor e salvador para os cristãos!!! Para os judeus é diferente. Para eles valem as promessas que Deus fez desde o tempo de Abraão. Deus não retira suas promessas, nem volta atrás, nem mentiu quando as proclamou. Para os judeus vale a promessa de salvação a partir da Lei, do seguir as ordens da Lei. É claro que Paulo vê tudo isso com pesar e tristeza, pois gostaria que todas as pessoas, de todos os povos vivessem como cristãos, mas ele tem que reconhecer que isso não é assim.
O que aumenta nossa responsabilidade e a necessidade de conhecermos bem o conteúdo da fé cristã. Nós, cristãos, não temos a necessidade, nem o direito de pregar ou de buscar uma salvação pela Lei ou por qualquer outro meio. Nós ouvimos o evangelho, fomos batizados em Cristo, fomos tornados nova criatura, as coisas velhas passaram. Se não são velhas nem passadas para os judeus, com quem Deus tem uma relação diferente, isso não significa que devemos relaxar e dizer, bom, então vale tudo!!! Pelo contrário, significa que devemos conhecer sempre melhor o que está no coração e confessamos pela boca.
Para nós vale que aceitar a salvação pela fé em Jesus Cristo não é obrigação a ser cumprida, mas liberdade conquistada por Jesus Cristo na cruz. Como diz o apostolo Paulo no v. 4 “porque o fim da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. Aqui devemos entender a palavra “fim” não como término, mas como objetivo, meta a ser alcançada (em alemão: não é Ende, mas Ziel).
Agora, talvez fica mais claro o que expliquei no início da reunião do Conselho Paroquial na semana passada, a respeito dos 3 usos da Lei para a fé. Na sociedade, a Lei é usada para fazer justiça. Quando alguém comete um crime, a gente quer que seja julgado e condenado de acordo com a lei. Seja para pagar por seu crime, seja para proteger a sociedade desta pessoa criminosa. Este é o conceito de lei que temos e no qual está baseada nossa idéia de justiça.
No entanto, com relação á fé cristã, é bem diferente. Para nós, a Lei não pode realizar a justiça, a justificação, a salvação. Não é por ser moralmente correto e eticamente coerente que tenho a garantia do amor de Deus, ou seja, a salvação. Às vezes a gente se encontra com cristãos arrogantes, que se acham mais merecedores ou mais próximos da salvação, porque não cometem certos “deslizes” que os outros cometem. Usam a Lei num sentido que, para os cristãos, está superado. De novo, não é que vale tudo (que posso viver uma vida desregrada, destruir a natureza, prejudicar o próximo e tudo bem!), mas trata-se de reconhecer como fé aquilo que Cristo realizou na cruz.
Vamos, então, aos três usos da Lei:
- para salvar;
- para condenar;
- para acusar. Este é o sentido da Lei que teve seu fim, seu objetivo em Cristo. Não está abolida, mas não tem poder salvífico. Ela só pode me confrontar com minhas contradições e me levar à reforçar a fé, para não me derrubar, não me sentir só ou abandonado. Na medida em que reconheço minhas falhas, que admito que apesar do meu esforço não consigo seguir tudo que seria correto, na medida em que a lei aponta para Cristo, vou sendo libertado das culpas e das cargas. É extrema a angústia das pessoas que querem se salvar pelo seguimento da Lei. A constante busca de perfeição pelo seguimento da Lei gera insegurança e medo para tanta gente. Creio que vocês conhecem pessoas assim.
Nesta época de Quaresma temos um longo espaço de tempo para refletir sobre a salvação. Seu sentido, seu conteúdo, como a recebo, como a confesso e testemunho. “Com o coração se crê para a justiça”. É tempo de examinar o coração, e renovar a relação de liberdade e paz que a justiça de Jesus Cristo traz para nós. Que nós todos possamos aproveitar bem este tempo. Amém.
Assembléia da Casa Mateus
Assembléia da Casa Mateus
Assembléia da Casa Mateus
No dia 24 de fevereiro, a partir das 15 horas, foi realizada na sede da Casa Mateus, em Mauá, a Assembléia Geral Ordinária do Centro Comunitário.
Na primeira foto, ao meio, o presidente da Casa, José Elias. Ao lado estão a dona Elza, grande colaboradora da Casa e o Luiz Claudio, vice-presidente da Paróquia do ABCD e ativo membro em todas as atividades.
Na foto abaixo, o presidente do Centro Social Heliodor Hesse, Ed Carlos e as conselheiras dona Eliza e dona Marga, também ativas participantes das atividades da Paróquia do ABCD.
13.2.07
Diretoria
Depois de muita chuva, a Diretoria da Paróquia do ABCD teve sua reunião regular na segunda-feira, dia 12 de fevereiro.
Nas reuniões da Diretoria são tratadas questões administrativas, tais como as contas da Paróquia, manutenção do patrimônio e outras. Mas, nunca se perde de vista que tudo é feito para possibilitar a pregação séria e reta do Evangelho.
Na foto, à esquerda, o presidente, Sr. Erico Bollmann Junior, ao lado, o vice tesoureiro, Sr. Dirceu Goulart, ao seu lado, a Sra. Dayse Bollmann, secretaria e, à direita, o Sr. Ricardo Jahn, tesoureiro.
12.2.07
Beleza / natureza
Prédica
Prédica no culto de 11 de fevereiro de 2007, 6º domingo após a festa de Epifania :
Lucas 6, 17 – 26.
Com a prédica de hoje vou contra tudo e contra todos.
De uma maneira geral, os teólogos e estudiosos que escreveram sobre este texto refletem sobre a questão do conflito entre os pobres e os ricos. Uns dizem que ser rico é sinal da benção de Deus e outros que os pobres são os preferidos de Deus.
Na minha maneira de entender, não se deve entender aqui as palavras rico e pobre no sentido material, nem no sentido espiritual de Mateus (que ressalta, neste mesmo contexto, os pobres de espírito).
Eu analisei o texto anterior ao nosso, onde se relata que muitas pessoas procuravam Jesus... para serem curadas. Não estavam nem aí para a pessoa de Jesus, seu projeto de vida e salvação. Queriam alguma coisa dele e se mandar para casa, para os amigos.
Era mesmo muito difícil entender o que Jesus queria, quem Ele era, pois ainda não havia morrido e ressuscitado. Só poucos vislumbraram a integridade de sua pregação, o alcance de sua visão.
Os versículos anteriores relatam que Jesus tinha estado com os discípulos numa montanha e desceu para uma planície. Lá ele curou muitas pessoas que se aproximavam queixosas e chorosas, pedindo, insistindo, exigindo, clamando por uma solução. Muitos nem falavam com ele. Queriam só tocar nele para serem curados (v. 19)
Mas, não é difícil imaginar que depois de um tempo ele tenha perdido a paciência com esse pessoal que só queria o peixe e não aprender a pescar. É claro que ele poderia ter curado a todos, mas não era este o propósito de sua existência. Mesmo que ele curasse todas as pessoas com quem tivesse entrado em contato em toda a sua vida, não curaria a todos e, se tivesse curado, o que seria das pessoas que viveram antes e depois dele? Da mesma forma, essas pessoas curadas voltaram a ter doenças se retornaram à situação que as deixou enfermas: falta de saneamento, falta de alimentação adequada, falta de carinho ou de atenção (tudo isso deixa uma pessoa doente... ).
E mais um aspecto deve ser levantado com relação às causas das doenças. De que adianta curar um atrás do outro numa ponta, se na outra são produzidos duas, três vezes mais doentes?
Então, Jesus olha para isso e se irrita. E faz os comentários que compõe nosso texto de pregação: felizes são os pobres, ou seja, as pessoas de qualquer classe social que enxergam na fé mais do que um benefício imediato. Eles estão com o Reino de Deus na cabeça. Um reino que não se limita a receber algo, virar as costas e ir embora.
Quero deixar bem claro, que as curas são necessárias e que Jesus certamente se alegrava em poder realizá-las. E queria que os discípulos e nós também as fizéssemos.
Jesus também diz que felizes são os que choram, ou seja, os que não tem a cura imediata, a resposta instantânea para seus males e mazelas. Ficar firme na fé, na convicção de que a pregação de Jesus abrange a vida do começo ao fim, não só alguns momentos, isso é motivo de riso de satisfação. A partir do batismo nós estamos nas mãos de Deus, por Jesus Cristo. Toda nossa vida está nas mãos de Deus. Os bons e os maus momentos. Desde a mais remota infância, até o último suspiro.
Não sabemos o que aconteceu com as pessoas que foram curadas e não ouviram a palavra, não seguiram os ensinamentos de Jesus.
A descrição destas pessoas está registrada com a palavra ricos. Pessoas que se contentam com a superfície, com a mediocridade. Se me permitem uma expressão popular, o que nós chamamos de “cachorro magro”, que come e vai embora. Os chamados ricos, já tiveram sua alegria. Conseguiram a cura imediata, a satisfação passageira de sua necessidade, mas perderam o “bonde da história”. Os que têm tudo que queriam para um momento, ficam cheios, fartos, inchados..., de ilusão, de aparência, de coisas passageiras. Que vivem se elogiando como são crentes, quantos sinais de fé fazem ou fizeram, mas que não superam o mundo restrito e pequeno do individualismo.
Deixaram de ingressar no mundo maravilhoso da comunidade de Jesus. Uma comunidade de gente imperfeita, sofredora, incoerente, mas que não perde de vista o todo, a abrangência maior da mensagem de Jesus Cristo. E por isso fica fiel, unida, e assim atravessa os desertos da vida.
Não significa, no entanto, que Jesus exclui os (que chama de) ricos do seu projeto,. Nem significa que privilegia os que chama de pobres. Só porque os “pobres” tem mais capacidade, mais sensibilidade, enxergam e vivem a fé de uma forma mais completa, abrangente, não significa que tem qualquer vantagem. Rigorosamente todas as pessoas tem iguais direitos diante de Deus; o amor de Deus não é seletivo – ele alcança todas as pessoas na medida certa. A questão é, como percebemos esta justiça divina e seu amor incompreensível. E nisso devemos nos ajudar mutuamente, permanentemente, nos aconselhar uns aos outros, incentivar para buscar na Palavra de Deus a verdade que liberta. Para que ninguém se sinta só, ou abandonado/a.
Por isso, se alguém aqui hoje de manhã está pensando a que grupo pertence, ao dos ricos ou ao dos pobres, melhor seria pensar que pertence aos dois. Às vezes a gente está plenamente inserido na comunidade de Jesus, ... Às vezes a extrema necessidade nos leva a tomar atitudes dos chamados ricos. Esta é a nossa situação humana. No entanto, nem um, nem outro nos condena, nem nos absolve. A graça de Deus nos busca, nos encontra e nos resgata; e nos concede verdadeira cura e alegre inserção na comunidade de pessoas que vivem a mesma situação. Vivamos nesta fé e nesta confiança.
Amém.
"E a paz de Deus, que excede nossa capacidade de entender e compreender, guarde o teu coração por Cristo Jesus". Amém.
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Textos bíblicos para o próximo domingo, dia 18 de fevereiro, último após Epifania:
(Prédica): Lucas 9, 28-36 (37-43). AT: Êxodo 34, 28-35. Salmo 99. Carta: II Coríntios, 3, 12-42
9.2.07
Mulheres/OASE
Mulheres/OASE
Na quarta-feira, dia 07 de fevereiro realizou-se a primeira reunião da OASE da Paróquia do ABCD em 2007. As senhoras estavam muito animadas e logo pegaram firme nos trabalhos manuais.
Mas, também se tira tempo para refletir e conversar. A presidente do grupo, Marga Antonoff fez a leitura do texto publicado no Roteiro da OASE falando do relacionamento entre sogra e nora. A partir do livro de Rute foram trocadas boas impressões e bons ensinamentos.
Grupo de visitação
Esta é a equipe atual de visitação. O grupo se propõe a visitar pessoas da Paróquia que o desejarem
. Tanto pessoas que não podem mais vir aos cultos e reuniões, como pessoas que gostariam de compartilhar um pouco de seu tempo e de suas reflexões. O grupo tem um ouvido bem aberto para ouvir respeitosamente e apoiar nas necessidades.
Temos encontros uma vez por mes para estudar melhores formas de fazer visitas.
Quem mais quiser participar da equipe, pode falar com o pastor Carlos ou com uma das integrantes do grupo. Vale a pena!!!
5.2.07
Ensino Confirmatório 2007
No dia 03 de fevereiro aconteceu um encontro dos confirmandos e confirmandas de 2007 e seus pais, com o pastor Carlos na igreja. Foram compartilhados receios e expectativas de todos com relação às aulas de Ensino Confirmatório.
Em resumo, o desejo de todos é que os encontros sejam dinâmicos, agradáveis e que promovam a integração dos/as jovens e das famílias na vida da Paróquia e da Igreja.
Em vez de iniciar com os conteúdos, vamos iniciar perguntando o que é religião, religiosidade; como ela se encontra presente em outros setores da vida, por exemplo, no shopping e no estádio de futebol. Vai ser divertido e interessante.
De volta às aulas
Aulas de alemão
Nova turma
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